Super OvO

Engordurado de Internet

Diversão?

“Fun is all about our brains feeling good – the release of endorphins into our system”, em tradução livre diversão é sobre nosso cérebro se sentir bem – a liberação de endorfinas no nosso corpo, essa afirmação está escrita no livro A theory of Fun for Gamedesigners e como biólogo em formação devo concordar, a diversão antes de tudo é uma interpretação humana sobre o prazer, basicamente uma das moedas de troca do organismo para que os seres vivos façam algo, mas a discussão aqui foi inspirada por um post que li no site Gamasutra chamado No Fun em que Ivan Slovtsov, do projeto Pathologic no Kickstarter tenta se libertar da tão aclamada diversão nos jogos e sobre isso tenho meus dois dedos de opinião, principalmente ao ler os ótimos comentários.

No artigo podemos ver que há uma frustração, por que todo jogo tem que ser divertido? Essa é a questão central e é posto que quando vemos um filme ele não é necessariamente divertido, um exemplo de lá cita O Poderoso Chefão e o pondo no caso leva a imaginar se esse filme fosse sobre uma família tendo bons momentos, se divertindo enquanto administra a máfia, imagine também um filme sobre uma catástrofe enquanto todos se divertem tentando salvar suas vidas e por aí podemos dar exemplos quase infinitos. O que mais quero dar pitaco é que o autor se enrola um tanto, como visto nos comentários, e por que isso ocorre? Por causa disso, no final do texto o autor escreve o seguinte:

“PS: By “Fun” in this post I meant actually “Funny” and “grin provoking” fun, not fun as heaving a good time in general.”

Algo como: Estou falando aqui de diversão de uma forma mais como sensação de coisa engraçada ou de situações esquisitas e não de diversão no geral. Desculpem, mas não consigo traduzir Funny no sentido que o autor quer passar, então vamos ao assunto principal, por que o autor não deixa claro que é essa a forma que ele quer tratar de diversão tornando o texto muito mais coeso e menos polêmico? Isso não importa, o que importa é a discussão gerada em torno disso porque é fácil perceber que a argumentação do cara foi horrível só por causa dessa derrapada de só definir o “sobre o que” ele fala no final.

O que ele quis dizer? Bem, pra quem não é tão envolvido com jogos primeiro deve saber que alguém disse uma vez que todo jogo tem que ser divertido, mas algumas pessoas tomaram isso como todo jogo tem que me trazer sensação de poder ou ser engraçado para ser divertido, não podem questionar e não podem me passar sentimentos de angústia ou outros e essa interpretação pode ser extremamente prejudicial para quem quer produzir jogos, pois a pessoa vai cega nesse ideal e não consegue criar algo que realmente expresse o que sente, tornando o meio bem pobre e cheio de jogos vazios que em nada contribuem para a evolução dos meus amados joguinhos digitais, mas claro que não é como um apocalipse e sim mais para um efeito comum de produção para indústrias e o sonho do ser conhecido, poxa, eu também tenho esse sonho de ser conhecido e o meio de ganhar dinheiro é indústria, fora que não é todo dia que se tem paciência para algo profundo como Papers, Please ou Mass Effect (um jogo enorme, feito com pontos enlatados, como todas as alienígenas gostosas, mas cheio de awesome). O ponto que acho mais crítico é a influência que esse argumento de diversão tem nos jogadores mais “hardcore”, ou seja, os consumidores mais vorazes de games, que criam uma espécie de padronização velada que acaba selecionando somente aqueles sem alma… cof …. Destiny… cof, e pior, sufoca os que tentam sair desse padrão já chato – um doce pra quem conhece Depression Quest – gerando situações graves como o Gamergate (bem apresentado aqui).

Ainda bem que isso esta mudando, passamos por uma reviravolta do mercado e de alguns pensamentos quando o primeiro indie de grande sucesso conseguiu sair na Xbox Live, Braid, logo depois foi a enxurrada de indies que me fizeram repensar os videogames e agora estamos com a abertura do mundo dos jogos a discussões incrivelmente sérias que a algum tempo jamais seriam iniciadas pelo público-alvo de joguinhos do mario verde como a posição das mulheres, a transfobia, educação e etc, desculpe se fui muito incisivo sobre o público, não quis ser babaca, pois sou parte desse público, cresci assim e isso me leva ao pensamento de que esse primeiro contato direto com assuntos maduros se deve principalmente a isso, todos nós crescemos, nós que jogamos desde que nos conhecemos por gente, nós que temos um companheiro para todas as horas e obviamente os assuntos cresceram também, de qual o seu fatality preferido para por que a personagem feminina usa só calcinha como armadura, claro que como toda discussão vão existir os pombos enxadristas que só querem saber de bagunçar tudo e falar que ganharam e nesse início é importante combater eles, pois são barulhentos, prejudiciais a cultura do videogame, fazem com que todo esse avanço vá por água a baixo.

Volto agora ao antigo assunto, jogos digitais não precisam ter esse tipo de diversão a todo momento, eles podem ser tristes, difíceis, dar raiva, desafiar, angustiar, ensinar, te dar trabalho ou qualquer coisa que você imagine e essa é a beleza do amadurecimento dessa mídia, eu como aspirante a gamedesigner espero conseguir, entre um sem alma e outro para o pão, fazer coisas interessantes que me expressem e que construam algo diferente da velha diversão de sempre formada sobre tudo, parafrasearei o autor do post:

“As a Player, I want games to engage my personality, not just my reflexes or wits.

As a Player, I want games to change me as any form of arts does.

As a Player, I don’t want to have fun every single time I play.” Ivan Slovtsov

Como um jogador, eu quero jogos que envolvam minha personalidade, não apenas meus reflexos e destreza.

Como um jogador, eu quero jogos que me transformem como qualquer outra arte faz.

Como jogador, eu não quero diversão a todo momento que jogo. – Tradução lilvre

Fonte: No Fun

Bibliografia:

Koster, R.; A Theory of Fun for Game Designers. Paraglyph Press, 2005. 224 p.

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Just 10 Secs

Uma pequena demo feito para a Ludum Dare 27 em que o tema foi 10 segundos. Neste game tentei emular aquela sensação de quando você é uma criança tentando jogar um jogo enquanto sua mãe o perturba com tarefas domésticas.

Os controles alternam entre setas direcionais e o mouse.

Para jogar é só clicar em uma imagem.

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Mexican NES Guy in today games

Fiz essa pequena demo para uma jam do site GameJolt, o objetivo era fazer um jogo com as limitações técnicas do NES.

O jogo é um plataformer de uma fase só em que tentei satirizar jogos free to play que usam abusivamente de anúncios, para jogar se usam as setas direcionais o “A” e o “B”.

Para jogar é só clicar em uma imagem.

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Ponto Negro

Esta é minha primeira aventura no mundo da criação de jogos, procurei fazer algo calmo e bem simples para testar e começar de alguma forma.

O jogo é um tipo de Arkanoid simplista.

Para jogar é só clicar na imagem.

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Microscópio Virtual

Eis aqui um trabalho feito para o NEPE II com auxílio da professora Maria Mercedes da UFRRJ, onde curso Biologia.

O objetivo dele é tornar o acesso a materiais microscópicos fácil e viável em qualquer lugar, para tanto necessitando apenas de um computador com um navegador atualizado.

Para acessar é só clicar em uma das imagens abaixo, divirta-se.

Main Menu App

Filho de um Sepulcro

Uma situação macabra se monta, a escuridão causada pelas brumas densas de uma floresta úmida, o ritual tem os corpos dos inimigos ainda quentes derramando seu sangue sobre a pedra enfeitada com plumas negras de aves malditas. O mais importante para o ritual porém era o sangue dos próprios presentes, enquanto os inimigos se esvaíram totalmente uma mulher, uma gestante se deitava desnuda na pedra ritualística, seu cabelo negro indígena era lentamente umedecido pela morte recente, seu corpo conservava uma silhueta que denunciava o qual escultural era a jovem de barriga saliente, viu a sua volta o xamã que expelida uma fumaça que era incrivelmente mais densa que as brumas da floresta, sentiu dedos entrando em sua boca e seu ânus depositando um punhado de ervas mastigadas e de repente tudo se contorcia e o próprio xamã se virou em dragão dançante, sua cabeça era fogo que expelia palavras esfumaçadas, um cântico grave repetia em sua cabeça e em volta corpos bamboleavam ritmicamente como seus cabelos no dia que o viu pela primeira vez, as vozes dizendo em sua língua algo como “a morte terá vida e a vida terá morte, a todos os inimigos”, como se toda a força que fazia não adiantasse, seu corpo cedeu aos delírios que liriavam e liravam em sua cabeça, aquela pedra cheia de pontas virava algo macio e macio toque de seu amante se traduzia em ódio.

Um apagão e ao voltar seu marido está a sua frente, o cântico continua, o inferno ainda não acabou, pensa a jovem enquanto percebe um choro novo, que jamais imaginaria estar em um lugar como esse, logo seu recém nascido está em seu colo, ainda ensanguentado e ligado a sua própria efêmera vida. A sua alegria logo é sufocada com fumaça e sangue de seus próprios descendentes, seus irmãos, seus pais e por fim seu marido que se deita por cima dela e com um delicado gesto arranca lentamente a alma de sua mulher pela corda da mente, neste momento ela ouve o silêncio da dor e o sopro da vida foge por seus ferimentos, não uma fuga comum, mas uma fuga entristecida e amedrontada que faria o pior dos monstros não desejar viver, o xamã retira de seus braços o último grito de vida, com uma mão puxa violentamente a ligação final com este mundo e a dança macabra deste ritual termina com o progenitor retirando a própria vida. Nasce então um filho da morte.

Violet’s BLUE

Blue, blue, blue

Dando continuidade a série poética, falta só mais um.

Papel de parede Série Poemas

Pois fiquei inspirado a fazer uma colagem com arte vetorial e veio a mente o porque não de juntar um poema de língua inglesa com uma bela mulher de um banco de imagens aleatório. 🙂

 

Rosas são vermelhas e eu sou retardado!!!

Papéis de parede!!!!

Papéis de parede que criei para quem quiser dar uma usada!!! O da tinta eu pensei enquanto via… ah, que nada eu justamente parei e pensei que tinha de criar um papel de parede e pronto, tive a idéia, já o do heavy user eu pensei enquanto ouvia WerGeeks, o podcast mais geek que conheço.

Insignificante cosmo

Em um ponto azul, que de nada vale no meio de tantos outros pálidos pontos azuis dois insignificantes seres, mesmo que sua insignificante civilização diga não, conversam sobre um insignificante assunto perante tantos outros insignificantes assuntos. «Eu consegui! Nós vamos ver tudo! O início, vamos logo!» e depois desta chegada afobada e alegre a dentro do laboratório quase derrubando o ionificator de mozzalation, uma máquina que apesar do nome difícil serve para esquentar mais rápido a pizza que todo dia os dois insignificantes seres comem o outro responde com tom cético, beirando o satírico, senão o próprio sarcasmo «Du-vi-do» e sem deixar barato, assim como os impostos cobrados em sua terra para taxar uma formiga que ele tinha encontrado em uma amostra acidentalmente posicionada abaixo de seu acidentalmente comprado microscópio cujo real dono ficou acidentalmente desconfortável ao ver o preço do tal imposto sobre valor de formigas acidentalmente encontradas em baixo de microscópio ou como a sigla diz: IVFAEBM, disse «Você perdeu a confiança meu velho? Temos que ter fé de vez em quando, esqueceu que achamos que o tal de bóson era mentira e no final tudo se revelou posicionado no local correto para que conseguíssemos e conseguimos encontrar a tal da partícula do nosso senhor e salvador.», claro que o sarcástico outro insignificante ser retrucou com todos os argumentos possíveis e inimaginável que conseguisse lembrar para rebater essa opinião, ou como ele dizia, achismo, de seu insignificante colega de trabalho e bebedeira, mas devido a natureza muito técnica e absurdamente chata que ele usou para falar sou obrigado a resumir «Outra vez essa história de criador e criatura.». O rapaz eufórico pegou o rapaz entediado pelo Braço Mecânico© devidamente instalado e posicionado para ser puxado quando necessário e o levou para sua sala onde se encontrava o equipamento «Tá vendo, tá vendo, é esse, vamos lá no INUTIL testar», para você que não está familiarizado com essas siglas todas meu amigo eu traduzo: INUTIL – Instalação Nietschiana Universal para Tatear os sistemas Interestelares e criar outros sistemas realmente Leais as leis da natureza.

Depois de chegarem instalaram o equipamento e foram testar, um feliz e outro cético, ah ia esquecendo, as palavras que não aparecem na sigla foram retiradas por falta de verba para construção do letreiro bonito, a instalação foi fácil, simplesmente plugaram o US46B a entrada do equipamento e pimba, foi reconhecido com sucesso, desculpem-me eu estou mentindo, pediu atualização de drivers e foi um saco fazer o sistema reconhecer algo que ainda nem tinha sido inventado, princialmente por já existirem patentes sobre o funcionamento completo que algum espertalhão criou e ficou esperando alguém com um pouco mais de verba e tempo criar para entrar com um processo e lhe roubar até os glúons do sovaco. Após este inferno de cd’s (sério que ainda usam isso?) e fios (outra coisa que não acredito que ainda existe) eles conseguiram ligar o INUTIL ao DESAGRADAVEL, sim já sei, mais um desmembramento não tão sanguinário de siglas: Descapacitador Emblemático e Sazonal Agradável, sinceramente, não sei de onde ele tirou este nome para uma máquina do tempo com protetores super iônicos, mas essa é outra discussão. Ligaram a máquina e um barulho nada ensurdecedor foi ouvido, depois uns estalos «Hehehe, não era para estar acontecendo isso» e agora se houve um chute em uma lataria «Assim que você inventas essas geringonças?» «Basicamente, sempre sem esquecer de xingar também» «Por onde entramos?» «Então, estava para projetar isso e…» instantaneamente após este “e”, na verdade após as reticências, como numa magia feita pelo narrador da história que queria ver o que acontecerá uma porta de madeira com detalhes em vitral e uma abertura com dezenas de mulheres nuas, erhh… seminuas, e um pequeno sino aparecem na frente dos insignificantes seres «…», os dois se entreolham e acenaram com uma concordância quase descordada de que era correto entrar naquela porta magicamente surgida e assim foi, o cético disse «Vamos logo, quero ter tempo para tomar meu café e continuar pesquisas sérias sobre a Confortamizition, aquela partícula responsável pelo conforto sabe.» e tentou ver se tinha algum ar de inveja no rosto alegremente confuso do outro ser, simplesmente e infelizmente não tinha um sinal de inveja, depois dessa constatação colocou a mão sobre a maçaneta de aço inoxidável escovado, quer dizer, de madeira, não, de aço mesmo e após a confusão gerada por maçanetas se alterarem em sua mão passar girou ela até abrir a porta, um nhéeeeec foi deixado pelas dobradiças, viu um pequeno tapete escrito “Bien Venido” e deixou pra lá o fato de estar escrito em espanhol, diante de seus olhos pode ver o nada, mas não um nada qualquer e sim um nada que ninguém e nem nada tinham visto ainda, pensou consigo que nem mesmo as revistas políticas continham uma sensação de vazio tão profunda e chamou seu insignificante companheiro para não se sentir sozinho e ver o espetáculo começar.

Os dois lá, sentados no tapete inexplicavelmente em espanhol que foi relevado totalmente, afinal de contas estava dentro de uma porta de igual ou maior inexplicabilidade, comendo pipocas e esperando o inevitável e logo depois de acabar a pipoca e o refrigerante, dessa vez sem ser culpa de trailers, se iniciou o Big Bang, que não era nem e nem Bang «Eu disse, como sempre foi teorizado, sem nenhum elfo criando nada com uma receita de bolo.», o outro insignificante demonstrou um profundo desgosto e tristeza, ficaram ali assistindo, em algum momento um pensou em documentar, mas os papéis eletrônicos estava longe e descarregados o suficiente e logo o pensamento foi substituído sobre que modelo de smarteye novo ele irá comprar para a filha com mania de princesa, lembrando dá última vez em que ela quimou o sutiã em praça pública por não ter gostado da cor.

Alguma horas se passaram e por mais finito que ainda estivesse era lindo de assistir, foi aí que um deles gritou «OLHA, LÁ ONDE COMEÇOU, TÁ NASCENDO ALGO!» e o outro não quis acreditar, uma nuvem colorida, uma nebulosa começou a aparecer daquele ponto infinitesimalmente pequeno, como se tivesse olhos ela se posiciona olhando para eles e parece se balançar de modo desaprovador, como se não quisesse ninguém diferente ali, brilha um pouco em sequência e o outro ser insignificante traduz « Isso é binário! Eu sou o poderoso» e antes da frase que parecia estar sendo criada, terminar, o que nem de longe ou mesmo de perto é pouco tempo, já que estamos falando de código binário, um buraco negro super massivo se forma, pra quem gosta de nomes um Quasar, algo que você não deveria pensar em chegar perto já que nem mesmo a luz toda atrasada para chegar no castelo da rainha copas consegue escapar, o “ser poderosíssimo” é sugado sem dó nem piedade, dizem até que estava usando canudinho e o cético diz «Isso que dá ficar tropeçando em horizontes de evento por aí.» e com um sorriso que parecia ser complacente, seja lá o que for isso, olha para o colega insignificante, os dois insignificantes trocam olhares insignificantes por segundos insignificantes e começam a gargalhar enquanto saem para dentro do laboratório de volta e desligam o equipamento enquanto marcam quando vão beber aquela significante cerveja.

Licença Creative Commons
Insignificante cosmo de Jefferson e Silva Nascimento é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Baseado no trabalho em https://superovo.wordpress.com/2012/09/02/insignificante-cosmo/.

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