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Insignificante cosmo

Em um ponto azul, que de nada vale no meio de tantos outros pálidos pontos azuis dois insignificantes seres, mesmo que sua insignificante civilização diga não, conversam sobre um insignificante assunto perante tantos outros insignificantes assuntos. «Eu consegui! Nós vamos ver tudo! O início, vamos logo!» e depois desta chegada afobada e alegre a dentro do laboratório quase derrubando o ionificator de mozzalation, uma máquina que apesar do nome difícil serve para esquentar mais rápido a pizza que todo dia os dois insignificantes seres comem o outro responde com tom cético, beirando o satírico, senão o próprio sarcasmo «Du-vi-do» e sem deixar barato, assim como os impostos cobrados em sua terra para taxar uma formiga que ele tinha encontrado em uma amostra acidentalmente posicionada abaixo de seu acidentalmente comprado microscópio cujo real dono ficou acidentalmente desconfortável ao ver o preço do tal imposto sobre valor de formigas acidentalmente encontradas em baixo de microscópio ou como a sigla diz: IVFAEBM, disse «Você perdeu a confiança meu velho? Temos que ter fé de vez em quando, esqueceu que achamos que o tal de bóson era mentira e no final tudo se revelou posicionado no local correto para que conseguíssemos e conseguimos encontrar a tal da partícula do nosso senhor e salvador.», claro que o sarcástico outro insignificante ser retrucou com todos os argumentos possíveis e inimaginável que conseguisse lembrar para rebater essa opinião, ou como ele dizia, achismo, de seu insignificante colega de trabalho e bebedeira, mas devido a natureza muito técnica e absurdamente chata que ele usou para falar sou obrigado a resumir «Outra vez essa história de criador e criatura.». O rapaz eufórico pegou o rapaz entediado pelo Braço Mecânico© devidamente instalado e posicionado para ser puxado quando necessário e o levou para sua sala onde se encontrava o equipamento «Tá vendo, tá vendo, é esse, vamos lá no INUTIL testar», para você que não está familiarizado com essas siglas todas meu amigo eu traduzo: INUTIL – Instalação Nietschiana Universal para Tatear os sistemas Interestelares e criar outros sistemas realmente Leais as leis da natureza.

Depois de chegarem instalaram o equipamento e foram testar, um feliz e outro cético, ah ia esquecendo, as palavras que não aparecem na sigla foram retiradas por falta de verba para construção do letreiro bonito, a instalação foi fácil, simplesmente plugaram o US46B a entrada do equipamento e pimba, foi reconhecido com sucesso, desculpem-me eu estou mentindo, pediu atualização de drivers e foi um saco fazer o sistema reconhecer algo que ainda nem tinha sido inventado, princialmente por já existirem patentes sobre o funcionamento completo que algum espertalhão criou e ficou esperando alguém com um pouco mais de verba e tempo criar para entrar com um processo e lhe roubar até os glúons do sovaco. Após este inferno de cd’s (sério que ainda usam isso?) e fios (outra coisa que não acredito que ainda existe) eles conseguiram ligar o INUTIL ao DESAGRADAVEL, sim já sei, mais um desmembramento não tão sanguinário de siglas: Descapacitador Emblemático e Sazonal Agradável, sinceramente, não sei de onde ele tirou este nome para uma máquina do tempo com protetores super iônicos, mas essa é outra discussão. Ligaram a máquina e um barulho nada ensurdecedor foi ouvido, depois uns estalos «Hehehe, não era para estar acontecendo isso» e agora se houve um chute em uma lataria «Assim que você inventas essas geringonças?» «Basicamente, sempre sem esquecer de xingar também» «Por onde entramos?» «Então, estava para projetar isso e…» instantaneamente após este “e”, na verdade após as reticências, como numa magia feita pelo narrador da história que queria ver o que acontecerá uma porta de madeira com detalhes em vitral e uma abertura com dezenas de mulheres nuas, erhh… seminuas, e um pequeno sino aparecem na frente dos insignificantes seres «…», os dois se entreolham e acenaram com uma concordância quase descordada de que era correto entrar naquela porta magicamente surgida e assim foi, o cético disse «Vamos logo, quero ter tempo para tomar meu café e continuar pesquisas sérias sobre a Confortamizition, aquela partícula responsável pelo conforto sabe.» e tentou ver se tinha algum ar de inveja no rosto alegremente confuso do outro ser, simplesmente e infelizmente não tinha um sinal de inveja, depois dessa constatação colocou a mão sobre a maçaneta de aço inoxidável escovado, quer dizer, de madeira, não, de aço mesmo e após a confusão gerada por maçanetas se alterarem em sua mão passar girou ela até abrir a porta, um nhéeeeec foi deixado pelas dobradiças, viu um pequeno tapete escrito “Bien Venido” e deixou pra lá o fato de estar escrito em espanhol, diante de seus olhos pode ver o nada, mas não um nada qualquer e sim um nada que ninguém e nem nada tinham visto ainda, pensou consigo que nem mesmo as revistas políticas continham uma sensação de vazio tão profunda e chamou seu insignificante companheiro para não se sentir sozinho e ver o espetáculo começar.

Os dois lá, sentados no tapete inexplicavelmente em espanhol que foi relevado totalmente, afinal de contas estava dentro de uma porta de igual ou maior inexplicabilidade, comendo pipocas e esperando o inevitável e logo depois de acabar a pipoca e o refrigerante, dessa vez sem ser culpa de trailers, se iniciou o Big Bang, que não era nem e nem Bang «Eu disse, como sempre foi teorizado, sem nenhum elfo criando nada com uma receita de bolo.», o outro insignificante demonstrou um profundo desgosto e tristeza, ficaram ali assistindo, em algum momento um pensou em documentar, mas os papéis eletrônicos estava longe e descarregados o suficiente e logo o pensamento foi substituído sobre que modelo de smarteye novo ele irá comprar para a filha com mania de princesa, lembrando dá última vez em que ela quimou o sutiã em praça pública por não ter gostado da cor.

Alguma horas se passaram e por mais finito que ainda estivesse era lindo de assistir, foi aí que um deles gritou «OLHA, LÁ ONDE COMEÇOU, TÁ NASCENDO ALGO!» e o outro não quis acreditar, uma nuvem colorida, uma nebulosa começou a aparecer daquele ponto infinitesimalmente pequeno, como se tivesse olhos ela se posiciona olhando para eles e parece se balançar de modo desaprovador, como se não quisesse ninguém diferente ali, brilha um pouco em sequência e o outro ser insignificante traduz « Isso é binário! Eu sou o poderoso» e antes da frase que parecia estar sendo criada, terminar, o que nem de longe ou mesmo de perto é pouco tempo, já que estamos falando de código binário, um buraco negro super massivo se forma, pra quem gosta de nomes um Quasar, algo que você não deveria pensar em chegar perto já que nem mesmo a luz toda atrasada para chegar no castelo da rainha copas consegue escapar, o “ser poderosíssimo” é sugado sem dó nem piedade, dizem até que estava usando canudinho e o cético diz «Isso que dá ficar tropeçando em horizontes de evento por aí.» e com um sorriso que parecia ser complacente, seja lá o que for isso, olha para o colega insignificante, os dois insignificantes trocam olhares insignificantes por segundos insignificantes e começam a gargalhar enquanto saem para dentro do laboratório de volta e desligam o equipamento enquanto marcam quando vão beber aquela significante cerveja.

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Insignificante cosmo de Jefferson e Silva Nascimento é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Baseado no trabalho em https://superovo.wordpress.com/2012/09/02/insignificante-cosmo/.

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